sexta-feira, 3 de abril de 2015

Revelação

Como fugir da brisa
soprada pelo vento das flores,
que permeia as moléculas do tempo
e supera todas as adversidades
visíveis e invisíveis
e de forma sublime,
me enlaça pelo impacto,
formando sombras
e desabrochando pétalas
em cada partícula de meu ser?

Como não aceitar
este afago sincero
de sopros brandos,
de orvalhos adocicados
e implacável emoção?

Como não me entregar
para esta magnífica força
que corrompe a minha seriedade
e esconde a minha vontade
de tão puro e cálido beijo da vida?

Como me perder
depois de me encontrar
e outrora versejar as horas
e me deleitar neste enleio de proezas
e despojar os meus sentidos ofegantes
de semânticas infindas?

Sei lá... Só quero o que é meu! 

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